O PROGRAMA

O QUE FAZEMOS

O Programa Educativa do Museu Nacional da República desenvolve atividades públicas de educação e mediação cultural, buscando contribuir com o desenvolvimento tanto do papel educativo do Museu com os seus diversos públicos, quanto da sua acessibilidade. 

As atividades desenvolvidas ao longo do ano de 2021 pretendem promover a reflexão, a produção e a partilha de saberes em relação a diferentes eixos de atuação. 

A programação conta com diferentes ações de mediação cultural que são atualizadas continuamente, como este site, com informações e arquivos de vídeos, webinários, oficinas, documentações, materiais educativos e publicação digital.

EIXOS DE ATUAÇÃO

Com a pandemia do coronavírus (Covid-19), os museus estiveram entre os primeiros espaços a serem fechados para visitação. Para os programas educativos, a situação trouxe inúmeras restrições, mas também desafios. A necessidade de atuação nos meios digitais, sem reduzi-los a um simples veículo de divulgação, é um deles.

Nesse processo, reformulamos o Programa Educativa do Museu Nacional, para contemplar – no espaço de discussão e proposição de relações entre arte e públicos – também três outros eixos de atuação: cultura digital, questões ambientais e de saúde. 

Sociograma em losango na cor preta interligando os eixos do Programa Educativa: patrimônio, ambiental, digital, saúde, pandemia, públicos, mediação e arte.

QUESTÃO CENTRAL 

Qual seria o papel da arte e do museu neste momento?

Partimos dessa pergunta, considerando que arte e museu podem, significativamente, pensar e atuar em diferentes aspectos da vida cotidiana e das relações sociais em tempos de pandemia.

Desde o contato físico como um fator de contágio à perda do olfato como sintoma, passando pela advertência sobre as aglomerações, a pandemia levanta questões estéticas, cognitivas e políticas, que o Programa Educativa pretende desdobrar com diferentes interlocutores e públicos interessados no debate.

METODOLOGIA 

Entendemos que a mediação não se reduz a um serviço de difusão de conteúdos, mas se apresenta como um espaço de produção de conhecimento, a partir, não da irradiação para muitos (público) do que é produzido por poucos (artistas e museu), mas sim da articulação entre muitos do que também é produzido por muitos.

Do mesmo modo, entendemos que os públicos não são meros destinatários consumidores da produção artístico-cultural, mas praticantes da cultura, que formulam narrativas, discursos e posicionamentos, a respeito da arte e da vida.

Por isso, trabalhamos com os conceitos de mediação cultural como pesquisa e prática documentária, interessados nos conhecimentos que são construídos com os públicos.

Sociograma em losango na cor preta interligando os eixos do Programa Educativa: patrimônio, ambiental, digital, saúde, pandemia, públicos, mediação e arte.

 

Sociograma 1 – Os pontos verdes se referem às ações, os marrons, aos interlocutores. As ligações em laranja se referem a ações pontuais, as ligações em azul, às ações longitudinais. Aqui vemos principalmente a relação entre acervo e escola na produção de materiais educativos e encontros formativos.

 

Sociograma 2 – Aqui vemos um conjunto de ações mediativas com plantas nas artes e nas vidas, que promovem conversas e interlocuções com os públicos, algumas de modo pontual, outras longitudinais.

Para nossa conversa com os públicos, concebemos uma metodologia baseada em quatro perguntas: 

(1) Quais perguntas são perguntas para nós, educativo e museu? 

(2) Quais perguntas não podemos responder sozinhos? 

(3) Quais perguntas só poderemos responder com os públicos? 

(4) De que modo essas perguntas também são perguntas para os públicos?

Essa sequência de questões pensa o museu e seu educativo como propositores de diálogos efetivos. Nesse processo, conhecimentos são construídos e partilhados, de maneira multidisciplinar, colaborativa e reflexiva.

AS PLANTAS COMO TEMA 

Diante dos desafios impostos pelo novo contexto, as diversas questões levantadas pelo Programa Educativa começaram a tomar a forma de “plantas”. As plantas podem ter vários sentidos: da simbologia das árvores à ligação da crise sanitária com a destruição ambiental, passando pelos fitoterápicos, pela agroecologia e pelas “vozes vegetais”, nas artes visuais e nas vidas das pessoas. 

Entendemos que as plantas são importantes não só pelo que produzem, mas também pelo que elas podem nos ensinar. É por meio delas, com elas e a partir delas que o Programa Educativa pensa e propõe parte significativa de suas ações.

ACESSIBILIDADE

As atividades do Programa Educativa do Museu Nacional são desenvolvidas com especial atenção às questões de acessibilidade. Todas as ações são pensadas no âmbito da Acessibilidade Atitudinal, ou seja, pretendem acolher os públicos em suas pluralidades, se atentando sempre a uma percepção ativa para com o outro, optando por atitudes que impulsionam a remoção de barreiras. Também contamos com consultoria especializada que contribui com a formação da equipe para orientação de dispositivos e estratégias de acessibilidade às ações e materiais desenvolvidos. Prevemos as seguintes ações de acessibilidade:

  • o site e as imagens postadas no Instagram e Facebook possuem textos alternativos, onde as imagens são descritas e a descrição pode ser lida através de ferramentas de leitores de tela, como: VoiceOver (iOS) e TalkBack (Android);
  • dentre as tecnologias assistivas adotadas ressaltamos a orientação das mediadoras e palestrantes para ambientação e acolhimento dos participantes por meio de linguagem acessível e de fácil entendimento, autodescrição e descrição do ambiente;
  • os webinários contam com intérprete de libras, legendas automáticas e com tecnologias assistivas. As apresentações em powerpoint em slides compartilhadas pelos palestrantes serão disponibilizadas ao público cego mediante solicitação por e-mail (educativa@tuia.art.br) até o dia 19/11/2021, contando com uma configuração que possibilita seu acesso em leitores de tela (em desenvolvimento). A descrição das imagens é feita pela equipe do Programa a partir do material enviado pelo palestrante.
  • as rodas de leitura e oficinas contam com intérprete de libras e com tecnologias assistivas, mediante inscrição. 
  • os vídeos contam com legendas automáticas;
  • o material educativo digital conta com: uma configuração que possibilita seu acesso em leitores de tela; uma linguagem acessível; além de possuir marcadores de autonomia para as atividades; 
  • a divulgação e experimentação do material educativo conta com apoio de uma equipe especializada, garantindo sua distribuição para as mais diversas realidades sociais e culturais;  
  • a Rádio Educativa é em formato de áudio, possibilitando o desfrute por pessoas cegas, enquanto pessoas surdas podem se utilizar de ferramentas de descrição de áudio para acessar o material.